Stafford x Burrow: duelo de 1ªas escolhas do Draft marca Super Bowl 56

Stafford e Burrow: dois dos melhores QBs da NFL batalharão no Super Bowl 56 (Reprodução/NFL)

Quando Los Angeles Rams e Cincinnati Bengals adentrarem o campo do SoFi Stadium para a disputa do Super Bowl 56 no próximo domingo (13), os olhos do mundo todo estarão virados para Matthew Stafford e Joe Burrow. Os quarterbacks, grandes líderes de Rams e Bengals, trazem consigo muitas similaridades, assim como muitas diferenças.

Quais são as semelhanças entre eles? E as grandes diferenças? Quem leva a melhor nos aspectos técnicos e mentais? Quem tem a maior chance de sair com a vitória na grande final? Confira aqui uma comparação, um ‘mano a mano’ entre Stafford e Burrow!

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Com Stafford e Burrow, Super Bowl terá dois QBs ‘número 1 do Draft’ pela segunda vez na historia

Este confronto tem uma distinção única, pois será apenas a segunda vez que dois quarterbacks selecionados com a primeira escolha geral no Draft da NFL se enfrentarão no Super Bowl. O primeiro confronto como esse aconteceu em 2016, quando Peyton Manning e o Denver Broncos enfrentaram Cam Newton e o Carolina Panthers no Super Bowl 50. Essa raridade nasce do fato de que dos 26 quarterbacks selecionados com a primeira escolha geral desde o fusão entre AFL e NFL em 1970, apenas 11 deles fizeram uma aparição no Super Bowl como titulares.

Após uma carreira universitária de sucesso na Georgia, Stafford foi selecionado com a primeira escolha geral pelo Detroit Lions em 2009 e passou pouco mais de uma década atuando na franquia antes de ser negociado para os Rams nesta temporada. Por sua vez, o jovem Burrow foi selecionado por Cincinnati em 2020, após um ano histórico em LSU, onde ganhou o Troféu Heisman e levou os Tigers ao título nacional.

Burrow leva vantagem na precisão dos passes, capacidade de ‘big plays’ e mobilidade

Desde seus dias em LSU, Joe Burrow ficou marcado por sua eficiência e precisão. Ele tem uma porcentagem de conclusão de passes de 68,2% em sua carreira e completou mais de 70% de seus passes nesta temporada. Isto se torna ainda mais impressionante quando leva-se em conta a terrível linha ofensiva em que Burrow atua atrás.

Do contrário, Matthew Stafford completou 63% de suas tentativas ao longo de sua carreira. Além disso, o veterano QB sempre apresentou uma tendência em forçar alguns passes em coberturas duplas, o que resulta em algumas interceptações desnecessárias – algo que Burrow tem evitado bem no início de sua carreira.

Outro ponto positivo de Burrow é sua capacidade de grandes jogadas. Seja reconhecendo falhas na cobertura ou ‘criando’ algo para evitar o pass-rush, o segundanista já provou ser capaz de tirar algo de um lance ‘morto’. Ele não te chocará correndo como Lamar Jackson, mas sempre que necessário, quebrará tackles e conquistará ganhos importantes correndo com a bola.

Stafford tem braço mais forte, experiência e ‘fator clutch’ ao seu favor

Sem dúvidas, pouquíssimos quarterbacks tem um braço tão forte como Matthew Stafford. O veterano tem uma verdadeira ‘bazuca’ em seu braço direito. Ele já provou ao longo de sua carreira ter a capacidade de completar qualquer passe, de qualquer distância, para qualquer lugar no campo.

Apesar de sua falta de sucesso nos playoffs – muito por conta das terríveis equipes dos Lions -, Stafford já mostrou o quão decisivo ele pode ser. Atualmente, ele tem 34 viradas no último quarto em sua carreira (5ª maior marca da historia), além de um total de 42 campanhas finais vitoriosas, incluindo prorrogações.

Embora Joe Burrow também tenha reunido algumas performances impressionantes no final do jogo, não há como colocá-lo no mesmo patamar que Stafford nesse aspecto. Além disso, Matthew Stafford fez isso em uma franquia historicamente tenebrosa, sem muita ajuda além de Calvin Johnson.

Por falar nisso, os 13 anos de carreira de Stafford (12 com os Lions) dão a ele uma certa ‘tranquilidade’ sobre seu rival mais jovem. O camisa 9 dos Rams já viu de tudo um pouco, já batalhou contra lesões, já vivenciou desafios que poucos vivenciaram. São diversas ‘marcas de guerra’ que devem diminuir o nervosismo dele em um jogo tão importante.

    Matheus Puk

    Ex-estudante de jornalismo, Matheus escreve sobre suas maiores paixões: os esportes americanos.

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