Os cinco melhores quarterbacks do Draft 2020

Apesar da grave pandemia que o mundo está passando, o Draft 2020 da NFL não foi cancelado e vai acontecer entre os dias 23 e 25 de abril. Agora, ao invés de um luxuoso evento em Las Vegas, o Draft será realizado de forma virtual – com o chefão Roger Goodell anunciando as escolhas no porão da casa dele. Quais os principais prospectos da classe de 2020? Ao longo dos próximos dias o Endzone Brasil vai listar os nomes mais cotados! Hoje é dia de falar dos melhores quarterbacks do evento:

>>TUDO QUE PRECISA SABER DO DRAFT 2020

1 – QB Joe Burrow, LSU

A temporada final de Burrow no College está entre as maiores da historia, se não for a maior. Aos 24 anos de idade, parece ser um quarterback pronto para brilhar e brigar entre os melhores da NFL. Tem ótimas leituras de jogo, é extremamente preciso em seus alvos, trabalha bem em todos os aspectos do jogo aéreo.

Trabalha muito bem com os pés, se evadindo de sacks, se deslocando agilmente pelo pocket e antecipando passes antes que possa ser pressionado. Sua leitura de jogo pré-snap e capacidade de mudar as jogadas de acordo com o esquema defensivo lembra o de grandes nomes como Peyton Manning e Tom Brady.

Sua única deficiência talvez seja não ter um braço tão forte, como por exemplo Pat Mahomes. Mas ele compensa isso com todos seus outros atributos. O prospecto de QB mais preparado e pronto para a NFL desde Andrew Luck.

2 – QB Tua Tagovailoa, Alabama

Sempre em ritmo, calmo e controlado, demonstra ótimos “sensos” para a posição. Faz muito bem suas leituras, identifica falhas na marcação e as explora. Tem um braço extremamente preciso, com certeza sua maior qualidade.

Um jogador que protege muito bem a bola e sofre poucos turnovers (em sua última temporada foram apenas 2 INT), sabe como posicionar a bola no melhor lugar para seus recebedores agarrem-a. Tem uma ótima habilidade para escapar da pressão e conquistar jardas e espaço com suas pernas.

O grande problema de Tua é algo em que ele não tem controle: o seu físico. Um historico de contusões durante toda sua carreira e uma grave contusão no quadril para encerrar sua última temporada em Alabama, colocam um grande ponto de interrogação ao lado de seu nome.

3 – QB Justin Herbert, Oregon

Definitivamente um QB com todos os aspectos físicos desejáveis. Alto, com um braço forte, agil, completo. Capaz de realizar passes perfeitos entre curtas e médias distâncias, ainda precisa melhorar um pouco a precisão de seus passes longos.

Nos seus melhores dias, parece ser o melhor jogador deste Draft. Porém é inconsistente, pode alternar passes milimetricamente perfeitos com decisões péssimas.

Precisa ser melhor polido, usar melhor de suas capacidades físicas e desenvolver mais sua leitura de jogo. Às vezes Herbert se prende demais ao seu ‘primeiro alvo’, algo que fazia parte do esquema ofensivo de Oregon. Na NFL, vai aprender a lidar com ataques completamente diferentes e mais complexos.

4 – QB Jordan Love, Utah

Sem sombra de dúvidas, seu maior ponto positivo é sua habilidade atlética e física. Potencialmente um ‘’QB moderno’’, realizando passes saindo do pocket e improvisando corridas para longos ganhos, aos moldes de Russell Wilson.

Love não tem “medo”, e isso prejudica seu jogo em algumas situações. Ele força passes, daqueles “joga pro alto e reza” em diversos momentos, além de costumeiramente, focar apenas em seu alvo primário e grudar os olhos nele, facilitando a leitura da marcação.

Seu braço e sua velocidade são perfeitos para a NFL atual, mas Love precisa melhorar muito sua precisão e suas leituras. Algo que vem com o tempo, com experiência e com o treinamento correto.

5 – QB Jake Fromm, Georgia

Aqui poderíamos colocar Jacob Eason de Washington ou Jalen Hurts de Oklahoma, mas vamos com Fromm. Um quarterback que não chama a atenção de forma alguma por passes espetaculares ou uma atlética acima do normal.

Jake é o típico “controlador de jogo”. Tem ótimos sensos e boas leituras, não força jogadas desnecessárias, é preciso com seus passes, lida bem com a pressão e executa o que lhe é pedido.

Ele não tem o tamanho protótipo de um QB nem a força no braço. Seus passes de longa distância deixam a desejar. Apresentou evolução de 2017 para 2018, mas ano passado, nem tanto. É um jogador que, bem treinado, pode fazer suas habilidades sólidas se destacarem ainda mais, porém sem todo o brilho e potencial elevado.

Dos QBs de dia 2 e dia 3 deste Draft, é o que tem mais chances de se dar bem na NFL e permanecer na liga por muitos anos.

    Matheus Puk

    Ex-estudante de jornalismo, Matheus escreve sobre suas maiores paixões: os esportes americanos.

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