Contagem regressiva Endzone Brasil – Terrell Suggs

Poucos jogadores assustam os quarterbacks adversários como Terrell  Raymonn Suggs, certamente um dos maiores pass-rushers da história da NFL. A versatilidade faz do camisa 55 uma arma poderosa na pressão  ao QB adversário, ele é completo tanto começando o snap com a mão no chão (DE) como em formações de blitz (OLB). Em apenas três dos dez anos como profissional ele não computou pelo menos oito sacks em uma temporada.

Suggs no Draft 2003 (Ravens.com)

Talento que se mostrou já em sua carreira universitária, Suggs quebrou vários recordes da NCAA nos anos que defendeu Arizona State. Em três temporadas por lá, ele computou 163 tackles, 14 fumble forçados e 44 sacks, 22 deles apenas no ano de 2002. Apesar da pouca idade, os números chamaram atenção dos times da NFL. Com apenas vinte anos, Suggs foi o segundo jogador de defesa mais jovem da história da liga a ser draftado, selecionado pelo Baltimore Ravens com a 10º escolha geral do Draft de 2003.

Mesmo sem ser titular imediato, o camisa 55 foi espetacular em sua temporada de novato. Ele venceu o prêmio de calouro defensivo do ano de 2003, começando apenas um dos 16 jogos dos Ravens como titular. Os doze sacks em seu primeiro ano na NFL eram um premissa do que viria a seguir. Já como titular em 2004, ele foi escolhido para o Pro Bowl pela primeira das seis vezes na carreira.

A versatilidade de Suggs ficou latente com a chegada de Rex Ryan como coordenador defensivo em 2005. Ryan deslocava Terrell para a posição de defensive end quando o time variava a formação tática de 3-4 para 4-3. O camisa 55 era excepcional em ambas as funções, confundindo as linhas ofensivas adversárias. Ele foi fundamental na campanha de 13-3 de 2006, parado apenas no Divisional Round pelo Indianapolis Colts, time que seria o campeão do Super Bowl daquele ano.

Após um decepcionante 2007, o técnico John Harbaugh assumiu os Ravens com a promessa de levantar novamente a franquia, foi exatamente o que ele fez. Ao lado do jovem QB Joe Flacco, Harbaugh deu uma nova cara ao time de Baltimore. Nos cinco primeiros anos sob o seu comando, o time chegou aos playoffs.
Suggs foi fundamental em todo esse processo, peça importante da defesa dos Ravens ao lado de nomes espetaculares como Ray Lewis e Ed Reed. De 2008 a 2011, o camisa 55 computou 37,5 sacks e 12 fumbles forçados. Isso contando que Suggs teve o pior desempenho da carreira em 2009: acima do peso, perdeu os primeiros três jogos da carreira por lesão, teve apenas 4,5 sacks em toda a temporada. Em 2011, ele venceu o prêmio de melhor jogador de defesa da NFL, teve incríveis 14 sacks e sete fumbles forçados.
 

Suggs comemorando o título com Ray Lewis (Ravens.com)

Apesar do prêmio, foi o ano de 2012 que mais marcou a carreira de Terrell Suggs, ele foi do total inferno ao paraíso em alguns meses. O camisa 55 rompeu o tendão de Aquiles no mês de maio daquele ano, fato que em teoria o tiraria de toda a temporada. Nada disso. Ele foi o jogador que se recuperou dessa grave lesão de forma mais rápida da história da liga, já estava em campo no dia 21 de outubro, contra o Houston Texans.

Aos poucos ele foi ganhando ritmo, estava em forma para a disputa dos playoffs daquele ano. Suggs foi fundamental na pós-temporada, especialmente na vitória contra o Denver Broncos no Divisional Round. Para quem em teoria nem jogaria, ele foi coroado com o título de campeão do Super Bowl de 2012, após vencer o San Francisco 49ers na grande final. Era o reconhecimento que faltava para o grande jogador que é.

Foi regular em 2013, um dos principais destaques da campanha mediana do Baltimore Ravens. Com 10 sacks e 45 tackles, ele foi selecionado para o sexto Pro Bowl da carreira. A expectativa é que esses números melhorem para a próxima temporada, muito pelos reforços que chegaram para aprimorar o pass-rush do time. Ele terá Chris Canty (ex-Giants) como DE, além de Elvis Dumervil (ex-Broncos) na outra ponta. Isso sem contar a chegada do calouro CJ Mosley no miolo dessa linha de LBs.

    Matheus Filippi

    Jornalista de Jundiaí e apaixonado pela NFL, Matheus Filippi é fundador e editor-chefe do Última Jarda

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