Contagem regressiva Endzone Brasil – Vincent Jackson

 

Poucos wide receivers que já jogaram na NFL possuem a mistura de tamanho e velocidade de Vincent Jackson. Mesmo com 1,95m e 109 quilos, o camisa 83 é extremamente veloz e ágil na execução das rotas, grande ameaça a defesas adversárias. Aos 31 anos, ele já está no top 100 de atletas com mais touchdowns recebidos, passou das mil jardas em cinco temporadas e foi selecionado ao Pro Bowl em três oportunidades. Incrível pensar que por muito pouco ele sequer seguiu a carreira esportiva.

D-Jax defendendo os Chargers (Site oficial/Chargers)

Mesmo trabalhando até de vendedor de porta em porta, Jackson tinha notas exemplares no ensino médio. Quando terminou a escola, foi aceito pela universidade de Columbia, uma das mais conceituadas academicamente dos Estados Unidos. Apesar do convite, Jackson queria mesmo uma universidade com tradição no esporte, mas as duas principais instituições de seu estado de criação (Colorado e Colorado State), o ignoraram.

Vincent optou por uma bolsa na não tão conhecida universidade de Northern Colorado. Em quatro anos por lá, entrou para a história da instituição nos times de futebol americano e basquete. Como wide receiver, quebrou todos os recordes da instituição, inclusive foi o atleta mais bem posicionado em um Draft da NFL. Nas quadras, ele foi o líder em pontos e assistências enquanto esteve por lá.

Segunda escolha do San Diego Chargers no Draft 2005, o camisa 83 quase não jogou em sua temporada de calouro por conta de seguidas lesões. Jackson teve alguns bons momentos no ano seguinte, mas foi em 2007 que ganhou não só a posição de titular, como também os holofotes do ataque dos Chargers, sendo fundamental nos playoffs daquele ano: 300 jardas e dois touchdowns recebidos nas três partidas de pós-temporada daquele ano.

Passou das mil jardas recebidas na temporada 2008, primeiro WR de San Diego a conseguir tal feito desde 2001. Manteve o ótimo desempenho no ano seguinte, desde 1996 um atleta da franquia não passava das mil jardas dois anos consecutivos. Ao lado de Antonio Gates e Philip Rivers, liderou uma sólida temporada de 13-3, mas caiu diante dos Jets no Divisional Round.

Jackson foi três vezes ao Pro Bowl (Site oficial/Buccaneers)

Peça fundamental do ataque dos Bolts, V-Jax entrava em seu último ano de contrato, pressionava os dirigentes da equipe por um acordo mais longo. Por esse motivo, ele não entrou em campo nos primeiros dez jogos de 2010, grande prejuízo para o então técnico Norv Turner, que não se classificou San Diego aos playoffs daquele ano. Ele seguiu sem um contrato longo que tanto buscava no ano seguinte, os Chargers colocaram a “franchise tag” em Jackson, impedindo o jogador de entrar no mercado como free agent. Mesmo assim ele foi o principal nome no ataque, passou novamente das mil jardas e recebeu nove TDs.

Após uma complicada disputa contratual, o camisa 83 encontrou no Tampa Bay Buccaneers o contrato longo que tanto buscava: cinco anos e 55 milhões de dólares. Em poucas partidas, os dirigentes dos Bucs viram o investimento valer a pena, finalmente o time tinha aquele wide receiver número um que tanto buscava. Mesmo com o limitado Josh Freeman de quarterback, J-Jax recebeu 1384 jardas e oito touchdowns, o primeiro WR dos Buccaneers a passar das mil jardas desde 2008. 

Foi fundamental também na temporada passada, alvo de segurança do jovem Mike Glennon, que assumiu o posto de QB titular no terceiro jogo em 2013. Mesmo com a fraca campanha de 4-12 do time, o camisa 83 passou novamente das mil jardas. 

No auge da forma e com um time muito mais estruturado pelo técnico recém-chegado Lovie Smith, Vincent Jackson tem tudo para fazer de 2014 o melhor ano de sua carreira, independente de ser o veterano Josh McCown ou o jovem Glennon no comando do ataque. Pela primeira vez em muitos anos, ele terá a parceria de outro bom WR, visto que os Bucs usaram a primeira escolha do último Draft com o promissor Mike Evans. Com a marcação mais espalhada, V-Jax deve ter um ano espetacular pela frente.

    Matheus Filippi

    Jornalista de Jundiaí e apaixonado pela NFL, Matheus Filippi é fundador e editor-chefe do Última Jarda

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