Contagem regressiva Endzone Brasil – Calvin Johnson (Megatron)

Não existe o termo “wide receiver marcado” quando o jogador em questão é Calvin Johnson. Ele nunca está marcado. A mistura de tamanho, velocidade, força e impulsão fora do comum faz com que ele leve vantagem contra qualquer defensor, pode lançar a bola mesmo com cobertura tripla que ele vai agarrar. Com apenas 28 anos, já marcou definitivamente seu nome na história da NFL, é possivelmente ao lado de Jerry Rice o melhor WR da história da liga.

 

Não, isso não é um exagero. Ele consegue recepções que nenhum outro wide receiver conseguiria, o tamanho das mãos permite agarrar bolas difíceis com apenas uma delas. A força e velocidade auxiliam na linha de scrimmage, muitas vezes ele se livra da marcação já no primeiro contato após o snap. Incrível pensar que um atleta como ele não foi a primeira escolha geral do Draft que participou.

 

Johnson em Georgia Tech (Site oficial)

 

Fato que deve tirar o sono do torcedor do Oakland Raiders até hoje. Com a primeira escolha do Draft 2007, o time da Califórnia selecionou o QB JeMarcus Russell, sem sombra de dúvida o maior “bust” da história. Segundo time a escolher naquele ano, o Detroit Lions não perdeu tempo, tratou de draftar o jovem fenômeno de Georgia Tech.

 

O calouro teve um impacto imediato naquele ano, mesmo reserva de nomes como Roy Williams, Mike Furrey e Shaun McDonald. Williams foi o responsável por dar o apelido de Megatron a Johnson, um robô gigante e azul presente nos filmes da série Transformers. Com o veterano Joe Kitna de quarterback, ele terminou a temporada de calouro com 756 jardas e quatro touchdowns. Mesmo com um ótimo jogo aéreo, o time teve uma campanha de 7-9 pela péssima defesa, que permitiu aos adversários completarem 70% dos passes tentados, 422 no total.

 

Números que já preparavam o torcedor de Detroit para o ano seguinte, em que o time perdeu todas as dezesseis partidas. Mesmo com três quarterbacks titulares, Calvin Johnson terminou a pior temporada da história da franquia com impressionantes 1331 jardas e 12 touchdowns. A péssima campanha deu aos Lions a primeira escolha do Draft 2009, que o time usou para selecionar o QB Matthew Stafford, jovem talento de Georgia. Chegava o quarterback para levar as atuações de Megatron a um outro nível.

 

O primeiro ano da jovem dupla não foi espetacular, devido a falta de experiência de Stafford na liga. Mesmo assim os Lions mostraram progresso. Johnson teve a única temporada fora a de calouro a não passar das mil jardas (984), pois perdeu dois jogos por lesão. No ano seguinte foi o jovem quarterback que se contundiu, jogou apenas três partidas, mesmo assim Megatron computou ótimos números. A recuperação do time era notória.
 

 

Megatron atuando pelo Detroit Lions (Site oficial/Lions)

 

Fato que se comprovou em 2011. Após dois anos de ter uma temporada 0-16, Detroit chegou nos playoffs daquele ano, muito pela parceria entre Stafford/Johnson: o QB passou das cinco mil jardas aéreas, Megatron recebeu 16 touchdowns, melhor número da carreira. Mesmo com a derrota para os Saints no Wild Card, o fato de chegar à pós-temporada foi muito comemorado.

 

 
Como é normal com times jovens, os Lions caíram de produção na temporada seguinte, o time perdeu os últimos oito jogos e fechou 2012 com 4-12. Apesar do ano ruim do time, Megatron teve uma das melhores temporadas de um WR na história da NFL: quebrou o recorde de Jerry Rice de jardas recebidas em um única temporada (1964), estabeleceu a marca de 8 jogos seguidos recebendo pelo menos 100 jardas, de jogos consecutivos com 10 ou mais recepções e igualou o número de jogos com pelo menos 100 jardas em uma única temporada.

 

Depois de algum tempo, o camisa 81 confessou que jogou grande parte dos jogos de 2012 com dois dedos quebrados. Monstro! Mesmo com pequenas lesões ao longo da temporada seguinte, ele computou 1492 jardas e 12 TDs em 14 partidas como titular. Apesar da ajuda, Detroit mais uma vez não foi aos playoffs, chegou a ficar 7-5, mas inexplicavelmente perdeu os quatro últimos jogos.

 

2014 tem tudo para ser o melhor na carreira de Megatron. Ele está recuperado das várias pequenas lesões, está no auge da forma e conta com Golden Tate e o promissor talento Eric Ebron para dividir a marcação no jogo aéreo. Não se surpreenda com mais um ano destruindo recordes e marcando mais ainda seu nome na história.

    Matheus Filippi

    Jornalista de Jundiaí e apaixonado pela NFL, Matheus Filippi é fundador e editor-chefe do Última Jarda

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