O caminho do Seattle Seahawks até o Super Bowl XLVIII

Pelo potencial que mostrou em 2012 e os bons reforços que chegaram como free agents, não foi difícil colocar o Seattle Seahawks como um dos sérios candidatos a estar no Super Bowl XLVIII antes mesmo da temporada começar. Não deu outra: os comandados de Pete Carroll tiveram a melhor campanha da NFC, passaram por Saints e 49ers nos playoffs e farão contra o Denver Broncos uma das finais ais aguardadas de todos os tempos. Muito se passou desde a estreia do time no dia 08 de setembro, entenda como foi a caminhada de Seattle até carimbar o passaporte para New York.
Pré-temporada invicta
Uma das máximas no mundo da NFL é não levar a sério os jogos de pré-temporada. Bom, não no caso do Seattle Seahawks. As boas apresentações, mesmo com o time reserva na maioria do tempo, erar um indicativo da força desse plantel. Seattle venceu todas as quatro partidas, três delas contra times que se classificariam para os playoffs em dezembro. A maior delas foi justamente contra o Denver Broncos no CenturyLink Field, um atropelamento por 40 a 10. Somando os quatro jogos, os Seahawks fizeram 110 pontos e levaram 46.
Início avassalador
Defesa dominou Colin Kaepernick (AP)
A boa fase na pré-temporada foi confirmada quando a temporada começou para valer, Seattle venceu as quatro primeiras partidas com um domínio impressionante, principalmente defensivo. Os Seahawks não tomaram conhecimento de Carolina Panthers e San Francisco 49ers, times que fariam meses mais tarde um dos duelos de Divisional Round. Somando as duas primeiras apresentações, Seattle anotou 41 pontos e levou 10. 
Apesar dos 45 pontos anotados contra o fraco Jacksonville Jaguars na semana 3, a defesa até de forma surpreendente levou 17 pontos de um dos piores ataques da liga, com dois TDs terrestres. Até o final da temporada regular, a equipe levaria mais dois touchdowns pelo chão. Seattle também levou um susto no jogo seguinte contra o Houston Texans, tomou 20 pontos no segundo quarto e foi para os vestiários perdendo por 17. Carroll acertou os ponteiros no segundo tempo, o time não levou pontos e levou a partida para a prorrogação, vencendo com um field goal de Steven Hauschka.
                                                                     Primeira derrota
Wilson sofrendo com o pressão dos Colts (Facebook/Colts)
A invencibilidade caiu em um duelo contra o Indianapolis Colts no dia 06 de outubro. Seattle vencia até o último período, mas levou a virada comandada por Andrew Luck. Russell Wilson até teve a chance de anotar o touchdown da vitória nos minutos finais, mas foi interceptado por Dairus Butler. Foi o primeiro revés do time desde a semifinal da NFC do ano anterior.
Sete vitórias seguidas e atropelamento contra os Saints
O revés para os Colts serviu para a equipe corrigir alguns erros e seguir bem na competição, Seattle embalou e venceu os próximos sete compromissos que teve contra Titans, Cardinals, Rams, Buccaneers, Falcons, Vikings e Saints. 
O jogo contra New Orleans foi a afirmação de que o time chegaria longe na temporada. A vitória por 34 a 07 foi uma aula de futebol americano no CenturyLink Field. Seattle dominou em todos os aspectos possíveis de uma partida e venceu com autoridade o que viria ser seu adversário no Divisional Round em janeiro.

Derrota para o rival e aula de defesa contra os Giants
Sherman foi o terror de Eli Manning (Facebook/Seahawks)
A sequência de vitórias acabou na semana 14. Jogando fora de casa, os Seahawks caíram diante do rival San Francisco 49ers por 19 a 17. Assim como viria ser a final da conferência nacional um mês depois, o duelo da NFC West foi muito truncado e decidido nos minutos finais. Seattle tinha a vantagem de 2 pontos a 6 minutos do final da partida, mas os 49ers de forma inteligente gastaram o relógio e chutaram o field goal da vitória praticamente no estouro do cronômetro. 
A volta por cima veio na rodada seguinte, diante do New York Giants. Eli Manning foi doutrinado pela secundária de Seattle, que conseguiu interceptar o quarterback cinco vezes. Com muita facilidade, o time de Pete Carroll venceu por 23 a zero no MetLife Stadium, palco do Super Bowl XLVIII.
Preparação para os playoffs
Garantido na pós-temporada desde a semana 13, os Seahawks precisavam vencer pelo menos um dos dois próximos compromissos para assegurar a melhor campanha da NFC e o mando de campo até a grande final. 
Vitória que não veio na semana 16. O time caiu diante do Arizona Cardinals em pleno CenturyLink Field, acabando com uma sequência de 14 partidas de invencibilidade jogando em casa.  A defesa até interceptou Carson Palmer 4 vezes, mas o ataque não soube transformar os turnovers em pontos. A confirmação como melhor campanha da conferência nacional veio na última rodada, uma vitória tranquila por 27 a 9 contra o St. Louis Rams em Seattle.

Lynch foi o destaque da partida (Reprodução/Seahawks)

Pós-temporada com autoridade

Após folgar na primeira semana dos playoffs, os Seahawks receberam o sempre perigoso New Orleans Saints, reeditando o duelo de algumas semanas atrás. Seattle dominou totalmente no primeiro tempo, anulou  Drew Brees e foi para os vestiários vencendo por 16 a 0. Para apreensão do público no CenturyLink Field, New Orleans acordou na segunda etapa, teve a chance de anotar o touchdown que levaria o duelo para a prorrogação no minuto final. Apesar do susto, os Seahawks seguraram o resultado e garantiram vaga na final da NFC.

O adversário da vez era o velho conhecido San Francisco 49ers, com quem já havia feito duas partidas em 2013. A grande rivalidade na divisão era visível dentro de campo, foi um duelo nervoso do começo ao fim em Seattle. Uma partida espetacular e de alto nível, digno da força das duas equipes. Seattle virou o jogo no último período, venceu por 23 a 17 e garantiu uma das tão sonhadas vagas no Super Bowl XLVIII. Destaque mais uma vez para a defesa, que forçou três turnovers de Colin Kaepernick na reta final do duelo.

Jornalista de Jundiaí e apaixonado pela NFL,  
Matheus Filippi é editor do @NFLBrasil.
    

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