Foi falta ou não foi? Confira nossa análise e tire suas conclusões


Falta de energia, maior touchdown da história, jogo definido nos últimos segundos… Apesar de tudo que aconteceu em New Orleans no dia 3 de fevereiro, o Super Bowl XLVII vai ser lembrado para sempre por algo que não aconteceu. A não marcação de uma possível falta em uma jogada decisiva nos minutos finais poderia ter mudado a história da grande final. Será revista um milhão de vezes, mas nunca se chegará a um consenso por envolver fatores interpretativos. Disponibilizamos uma análise completa do ocorrido, leia atentamente e tire suas próprias conclusões.
Como relembrar é viver, voltemos ao contexto em que tudo aconteceu. O San Francisco 49ers estava perdendo por cinco pontos com um minuto e 50 segundos para o fim da partida. Após três tentativas frustradas na linha de cinco jardas do campo de ataque, a quarta descida era praticamente a última chance dos Niners anotarem um touchdown e vencerem o jogo.
O QB Colin Kaepernick lançou um passe em profundidade na direção de Michael Crabtree, mas o wide receiver não foi capaz de fazer a recepção do título. Turnover on downs, bola do Baltimore Ravens, certo? Espere um pouco. A revolta do técnico Jim Harbaugh do lado de fora do gramado chamou atenção a alguma irregularidade, a polêmica teve início no momento que foi visto um contato entre o recebedor e o defensor no replay. Uma falta a favor dos 49ers resultaria em uma primeira descida automática na linha de 2 jardas, mas nenhuma flanela saiu voando. As zebras acertaram na decisão?
Vamos por partes. A primeira reclamação de Jim foi de uma segurada do CB Jimmy Smith em Crabtree. A regra 6, seção 4 e artigo 6 da NFL define holding de defesa como o uso das mãos para segurar o adversário ou a camisa dele.  Para ser caracterizada, a segurada precisa ter começado antes da bola sair das mãos do quarterback e continuar ocorrendo depois de 5 jardas da linha de scrimmage. Congelei a jogada no exato momento do lançamento, mas mesmo assim é muito difícil precisar se havia contato antes do passe. Veja:

 

Supondo que houve um contato do cornerback aqui, a marcação deveria ser de defensive holding, erro dos árbitros. Detalhe que a mão de Crabtree está no ombro do defensor, o que não caracteriza um bloqueio ilegal pela regra 12, seção 1 e artigo 3.
Agora, se não houve o contato antes do passe, não é possível uma marcação de holding, somente uma interferência no passe. Aqui temos mais uma polêmica, antes de analisarmos quem puxou quem, a regra 8, seção 1 e artigo 5 define a interferência no passe como um contato que impeça o adversário de pegar a bola, SE ELE ESTIVER APTO A FAZER A RECEPÇÃO. Mesmo com todo o contato do mundo, não é interferência se a bola não for “recebível”. Se a interpretação for que o passe foi muito longe dos jogadores, as zebras acertaram na não marcação.
Viu como é uma pura questão de interpretação? As coisas pioram se considerarmos a bola “recebível”, pois tanto Crabtree como Smith atrapalham o adversário a receber a bola, isso ficou muito claro. O problema aqui é a intensidade. O puxão do jogador dos Ravens foi uma interferência clara, mas a do jogador dos Niners não foi tão explícita assim. Se considerar que Crabtree atrapalhou tanto como foi atrapalhado, ponto para os árbitros, pois as duas faltas se anulariam. Agora se o contato de Smith foi MUITO maior, deveria ter sido marcada a interferência de defesa.
Claro que o torcedor dos Niners falará desse lance por décadas, mas são jogadas como essa que dão o tempero tão especial que o esporte proporciona. Se mesmo vendo várias vezes não se pode ter certeza absoluta, imagine para o árbitro em milésimos de segundos. E não é de hoje a postura dos juízes da NFL de evitar jogar a flanela em lances finais dos jogos, a controversa política de não interferir no resultado já vinha ocorrendo na temporada regular e nos playoffs. Bom, isso já é assunto para outra hora…
Jornalista de Jundiaí e apaixonado pela NFL, Matheus 
Filippi é colaborador do @NFLBrasil.

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    2 thoughts on “Foi falta ou não foi? Confira nossa análise e tire suas conclusões

    • 14 fevereiro, 2013 em 19:53
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      tem que levar em conta tmb, que o jogo estava “quente” demais pra fazer a marcação de falta no “minimo aceitável”

      melhor continuar do que parar o jogo por cada faltinha minuscula ou deslize minimo…

      eu tava torcendo para os 49ers… mas na duvida… é melhor não marcar.

      resolução, Kaepernick não viu o jogo e Crabtree não se esforçou o suficiente, no campo e na guerra vale tudo.

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